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Para estas são 11 maneiras de poupar dinheiro para viajar:
1. Prepara refeições em casa (e deixa de jantar fora)
Não é preciso ser um chef premiado para conseguir cozinhar. Há livros de receitas, sites com vídeos que ajudam nessa tarefa e, claro, os conselhos da mãe. Basta querer.
Começa a cozinhar as tuas refeições em casa e deixa de jantar fora por uns tempos. Leva até marmita para o emprego se tens por hábito almoçar em restaurantes. Não é vergonha nenhuma, e o teu objetivo de viajar é mais importante que qualquer comentário menos simpático.
“Ah, mas não gasto assim tanto dinheiro em restaurantes, e tal…” É uma questão de pores os gastos em perspetiva: um jantar fora com amigos equivale a dois dias de viagem na Tailândia ou no Laos. Entendes a lógica do pensamento?
2. Partilhar a casa
Naturalmente, se estiveres casado e com filhos talvez a ideia de partilhar casa seja um pouco descabida mas, na maioria dos outros cenários, é uma excelente forma de poupar dinheiro para viajar. Partilha a tua casa com alguém, divide custos e torna a tua viagem mais palpável.
Um exemplo.
Conheço quem, após um relacionamento ter terminado, optou por mudar para um ambiente partilhado com pessoas de outras nacionalidades. Não queria estar sozinha e queria poupar dinheiro para viajar. É uma mudança de estilo de vida, onde o enriquecimento e partilha de experiências ganham preponderância sobre a questão da privacidade. Como em tudo, é uma questão de prioridades. Se ao fim de um ano de partilha de casa tiveres poupado três ou quatro mil euros por causa dessa opção, isso equivale a muitos meses de viagem em várias geografias do globo. Não valerá a pena considerar essa hipótese?
3. Arranja um trabalho part-time:
Não é vergonha nenhuma trabalhar numa bomba de gasolina, ser rececionista num hostel, estar ao balcão de uma loja ou servir às mesas de um restaurante. Nem que tenhas um outro emprego, se estiveres inteiramente focado na viagem vais ver que trabalhar 12 ou 15 horas por dia – ou ao fim de semana – custa muito menos.
Quando decidi fazer a minha primeira grande viagem, a minha opção não foi essa, mas o resultado foi o mesmo. Como à época estava ligado às artes do multimédia, fiz CD-ROM educativos para a Porto Editora e outros para apresentação de empresas; aceitei inúmeros trabalhos freelance; trabalhei sem parar durante mais de 12 meses, passando horas infinitas enfiado no meu escritório, em casa, porque tinha um objetivo claro: poupar dinheiro para dar uma volta ao mundo.
No ano seguinte, estava de partida.
4.Compra coisas em segunda mão (incluindo roupa)
Para mim, que praticamente não compro roupa, este tipo de despesas é insignificante – mas há gente que gasta fortunas em roupa e calçado. Não sei se é o teu caso mas, na minha ótica, acho que há melhores formas de gastar o dinheiro (comprar um voo, por exemplo). A má notícia é que precisamos de nos vestir. A boa é que não é preciso gastar fortunas para fazê-lo, especialmente se optares por roupa em segunda mão.
Um exemplo: há meia dúzia de semanas, a minha mulher foi a uma loja chamada Kid to Kid em Matosinhos e comprou peças para o mais recente membro da família por 0,50€ e 1€, e ainda um blusão de inverno como novo para a mais velha por 8€.
O que poupares em roupa cara e “de marca” durante um ano pode equivaler a muitos e muitos dias de viagem mundo afora. Com a vantagem de que, em qualquer parte do mundo, podes comprar roupa à medida das necessidades… e quase sempre mais barato.
O caso da roupa de bebé é apenas um exemplo, mas o princípio aplica-se a muitas outras despesas onde não faz sentido comprar novo. Pelo menos para quem quer poupar dinheiro para viajar.
5. Vende coisas que já nao usas:
Não sou o melhor exemplo para fazer esta sugestão, porque confesso a minha incapacidade, falta de jeito e, acima de tudo, falta de gosto por qualquer área comercial, incluindo vender pertences usados. Mas a verdade é que sites como OLX e Custo Justo são ferramentas incríveis para gerares dinheiro a partir de bens que já não utilizas e podem ser úteis a outro alguém.
De máquinas fotográficas de modelos ultrapassados e móveis antigos, passando por coisas menos óbvias como artigos vintage perdidos algures num caixote nos arrumos da tua casa (ou dos teus pais ou avós) ou cabos de computadores e afins, com certeza tens em casa itens que consegues transformar em dinheiro. Pensa nisso e põe em prática um processo de “destralhar” a casa (e depois explica-me as técnicas que utilizas para eu aprender um pouco).
6. Desliga a televisão por cabo
Tenho cada vez mais amigos que tomaram a decisão de não ter televisão em casa. Dizem-me que, dessa forma, têm mais tempo para ler e para conversar (quem vive a dois) – o que, por si só, são fatores que muito abonam em favor da opção.
Naturalmente, sem essa despesa poupas muito dinheiro ao fim do ano. Consultei os tarifários dos operadores atuais e, mesmo um pacote simples com apenas televisão e telefone fixo custa cerca de 30€ por mês (360€ por ano). Se a isso juntares internet em casa, internet móvel e canais extra como Sport TV, o custo dispara. Quantos dias serão na Bolívia ou no Peru? Pensa nisso.
Pela minha parte, principalmente porque cá em casa consumimos muita informação, este é um passo que ainda não dei – mas já esteve mais longe.
7. Evita o álcool nas saídas à noite
A par dos jantares com amigos, as saídas noturnas são provavelmente o maior inimigo da poupança. É muito fácil que uma saída com jantar e copos atinja muitas dezenas de euros.
Não estou a advogar uma vida metida em casa sem socializar nem sair à noite. Nada disso. Estou apenas a sugerir que, caso queiras mesmo viajar mais, comeces a controlar esse tipo de gastos. Porque os 6€-10€ de um gin, multiplicados por vários copos e por várias noites dão para fazer muita coisa em viagem. Mais uma vez, é uma questão de prioridades.
8. Deixa de fumar
Para além dos malefícios para a saúde, o tabaco é também muito perigoso para a carteira. E as contas são fáceis de fazer: a 4,20€ por maço, se fumares um maço por dia equivale a mais de 1.500€ por ano. Isso são (pelo menos) três meses na Índia! Pensa nisso quanto te apetecer um cigarro.
Nota: sei do que falo; já fumei, já deixei de fumar durante vários anos, e agora consigo fumar apenas quando me apetece. Quer dizer… mais ou menos.
9. Adota um estilo de vida saudável… a pé (reduz ou elimina o uso do carro)
Durante o ano de 2014 mudei de casa. A principal razão para essa decisão teve a ver com uma desejada mudança de estilo de vida: queria andar a pé e de transportes públicos, em vez de conduzir.
Na verdade, morava perto de tudo mas em lado nenhum. Quer dizer: precisava do carro para fazer quase todas as tarefas, exceto ir à padaria e ao meu banco, que eram praticamente do outro lado da rua.
E assim mudei para uma casa arrendada no centro Matosinhos.
Agora, ando a pé para todo o lado, resolvo a esmagadora maioria das solicitações caminhando e, quando isso não é possível e preciso, por exemplo, de me deslocar ao centro do Porto, prefiro o metro ou o autocarro ao meu automóvel. E há ainda a opção bicicleta (à qual ainda não aderi).
Para além dos evidentes ganhos ao nível da qualidade de vida e da diminuição da minha pegada ecológica, o dinheiro que poupo em combustível dará para muitas semanas na estrada. Desafio-te a fazer o mesmo.
Nota: por falar em vida saudável, o mesmo princípio se aplica a mensalidades em ginásios – podes fazer exercício ao ar livre.
10. Cria uma conta separada para onde canalizas as poupanças
A gestão do orçamento pessoal fica muito mais facilitada se tiveres uma conta-poupança separada da tua conta corrente. O simples facto de teres uma conta dedicada a poupar para viajar vai fazer com que te sintas mais focado nesse objetivo. Vais estar mais atento ao que podes poupar, vais ganhando ânimo à medida que vês o saldo da conta aumentar, vais sentir que os sacrifícios compensam. E tudo isso vai-te ajudar não só a manter a motivação para poupar, como te vai fazer poupar mais dinheiro.
11. Cria uma rede de amigos no Couchsurfing
Já aqui escrevi que fazer Couchsurfing é muito mais que poupar dinheiro em hotéis. Viver o dia a dia de habitantes locais, partilhar o seu quotidiano e ter oportunidade de conhecer coisas que só um local conhece seria, por si só, motivo suficiente para fazeres parte de redes de viajantes como o Couchsurfing. Se a isso juntares o facto de efetivamente poupares dinheiro, não vejo razão para não experimentares.
Para isso, é importante desenvolveres uma rede de contactos, conhecer e dar-te a conhecer. Inscreve-te e começa a receber pessoas em tua casa. Faz contactos com pessoas de outras nacionalidades. No fundo, o objetivo é ajudar para ser ajudado. Deixo, por isso, um alerta: se o fizeres apenas pelo dinheiro, não serás digno do espírito de partilha e respeito que deve nortear o Couchsurfing.